Escola da Complexidade

Pessoas criando uma Visão Complexa de Mundo

Vera Menezes

Linguagem e complexidade

Informação

Linguagem e complexidade

Espaço para discussão das questões sobre a linguagem humana na perspectiva da complexidade

Site: http://www.veramenezes.com/
Pessoas: 16
Última atividade: 15 Out

INVESTIGANDO A LINGUAGEM E SUA COMPLEXIDADE


"A autoconsciência não está no cérebro – ela pertence ao espaço relacional que se constitui na linguagem. A operação que dá origem à autoconsciência está relacionada com a reflexão na distinção do que distingue, que se faz possível no domínio das coordenações de ações no momento em que há linguagem. Então a autoconsciência surge quando o observador constitui a auto-observação como uma entidade ao distinguir a distinção da distinção no linguajar"


Humberto Maturana

Espaço de Diálogo

Antônio Sales

Imprinting, Linguagem e Ação Humana no Mundo

Aproveitando a boa sugestão de leitura do professor Júlio, abro mais este tópico de diálogo para conversarmos sobre o imprinting, ou seja, sobre as crenças, hábitos e valores marcados a fogo e ferro…

Tag: humana, ação, linguagem, imprinting

Iniciado por Antônio Sales 21 Jun.

Antônio Sales

A Teoria Biológica de Humberto Maturana e sua Relação com a Linguagem 1 resposta 

Inicio os diálogos nesta Equipe propondo um estudo sobre a teoria da cognição de Humberto Maturana e sua relação com a linguagem. A seguir, alguns textos introdutórios sobre o assunto: - Outro Olha…

Tag: autopoiese, maturana, linguagem

Iniciado por Antônio Sales. Última resposta de Antônio Sales 8 Abr.

Caixa de Recados

Adicione um comentário

Você precisa ser um membro da Linguagem e complexidade para adicionar comentários!

Jose Julio Martins Torres Comentário de Jose Julio Martins Torres em 20 junho 2009 às 20:23
Sobre Linguagem e Complexidade, eu sugiro a leitura do texto O Imprinting e a Linguagem, retirado do livro Pensamento Complexo, de Humberto Mariotti.
Antônio Carlos Soares Martins Comentário de Antônio Carlos Soares Martins em 19 abril 2009 às 8:39
Essa distinção entre caos e complexidade feita por Paul Cilliers é uma questão longe do consenso. Chris Langton, por exemplo, diz em entrevista a Lewin (1994) que “o caos e a complexidade estão se perseguindo ao redor de um círculo, procurando descobrir se são a mesma coisa ou coisas diferentes”.
O que eu quero destacar da discussão de Cilliers, porém, é a sua afirmação de que "os sistemas complexos são robustos e possuem uma estrutura bem definida" (em e-mail particular). Isso significa que as perturbações no sistema não são tão avassaladoras como parecem sugerir algumas noções advindas da Teoria do Caos. Um sistema complexo, diante de uma perturbação, tende a se reorganizar para garantir a sua sobreviência.
O problema que vejo aqui é que os termos "sistema aberto" e "sistema fechado" sugere que estamos falando de questões opostas. No entanto, comparando as perspectivas de Cilliers sobre o primeiro e de Maturana sobre o segundo, observamos que elas não são incompatíveis.
Abraços,
Antônio Carlos
Antônio Carlos Soares Martins Comentário de Antônio Carlos Soares Martins em 19 abril 2009 às 8:18
Segue um trecho da minha tese:

Ao discutir a relação entre a teoria do caos e a da complexidade, Cilliers (1998) afirma que a contribuição da primeira para o estudo da segunda é extremamente limitada. Ele destaca, por exemplo, que, ao analisar sistemas complexos, a sensibilidade às condições iniciais não é uma questão importante, pois “é exatamente a natureza robusta dos sistemas complexos, isto é, sua capacidade de desempenhar da mesma forma sob condições diferentes, que assegura a sua sobrevivência” (1998, p. ix, ênfase no original). Para ele, a noção de auto-organização é muito mais produtiva do que metáforas advindas da teoria do caos. O sistema se auto-organiza a partir da interação interna entre os seus componentes individuais e com o ambiente, mas a sua estrutura emergente não é “nem um reflexo passivo do exterior nem o resultado de ativos fatores internos pré-programados, mas o resultado de complexas interações entre o ambiente, o estado atual do sistema e a história do sistema” (1998, p. 89).

Abraços,
Antônio Carlos
Denis P. Coelho Comentário de Denis P. Coelho em 19 abril 2009 às 2:02
É isso mesmo Vera,
E o homem ainda é o Homem, mesmo com tantas mudanças.Seu dinamismo reflete sua permeabilidade ao meio e de como é um sistema adaptativo complexo, no entanto sua Organização ainda é a de Homo Sapiens, erectus e até economicus.
Vera Menezes Comentário de Vera Menezes em 19 abril 2009 às 0:40
Mas as identidades também são dinâmicas, inclusive a biológica. O ser humano foi se modificando à medida que se adaptava ao meio e hoje funciona até com órgãos de outras pessoas e ou com próteses artificiais. Mas entendo seu ponto em relação a auto-referência.
Denis P. Coelho Comentário de Denis P. Coelho em 19 abril 2009 às 0:28
O sentido de sistema fechado (pelo que entendi da obra) é que por mais que ele seja aberto em energia com o meio, sua identidade continua a mesma, devido ao mecanismo da auto-referência. Suas mudanças são sempre identificadas com a sua identidade. Como disse Weathley " Um organismo muda para continuar sendo ele mesmo".
Vera Menezes Comentário de Vera Menezes em 18 abril 2009 às 20:35
Faz sentido, mas sou implicada com a afirmação de que o sistema é fechado, pois isso deixa de fora o restante do sistema, a rede.
Antônio Carlos Soares Martins Comentário de Antônio Carlos Soares Martins em 18 abril 2009 às 20:20
Vera,
Eu entendo que a idéia de sistema estruturalmente fechado é compatível com a noção de auto-organização dos sistemas complexos. Os sistemas complexos estão sim sujeitos a influências externas, mas, fazendo uma analogia com a noção de autopoiese utilizada por Maturana e Varela para definir o funcionamento dos sistemas biológicos, os sistemas caracterizam-se por produzirem a si próprios. Assim, uma perturbação externa não contém em si uma especificação dos seus efeitos sobre o sistema, pois ele, por meio de sua estrutura, é que determina quais as mudanças que ocorrerão em resposta. Ou seja, o ambiente ou perturbações externas não podem especificar as mudanças ocorridas no sistema, mas sim desencadeá-las.
Abraços,
Antônio Carlos
Antônio Sales Comentário de Antônio Sales em 8 abril 2009 às 16:04
É isso mesmo, Valeska.
Podemos dizer que o conceito caórdico está relacionado à idéia de "unidade de contrários" - caos e ordem formam um todo homogêneo constituintes da nossa realidade, similar ao que o Morin chama de "unitas multiplex", e que não é uma idéia tão nova. Pitágoras já pensava algo a respeito naquela época.
E Pedro Demo é outra grande referência da complexidade, especialmente na área da educação.
Vejam os textos anexados ao diálogo acima...
Valeska Virgínia Soares Souza Comentário de Valeska Virgínia Soares Souza em 8 abril 2009 às 15:36
Eu também não li Maturana na fonte. Entretanto, li a obra de Pedro Demo (DEMO, Pedro. Complexidade e aprendizagem: a dinâmica não-linear do conhecimento. São Paulo: Atlas, 2002. 195 p.), que se refere a Maturana e a Varela. Demo (2002) se ancora em Maturana no capítulo do ponto de vista do observador. Antônio, quando você fala dos opostos imbricados, isso se equivaleria a "unidade de contrários"?
 

Pessoas (16)

Antônio Sales Vera Menezes Roberval Araujo de Oliveira Rafael Vetromille-Castro Denis P. Coelho Valeska Virgínia Soares Souza Fco de Assis Carneiro da Silva Antônio Carlos Soares Martins Neli Maria Mengalli Jose Julio Martins Torres Silvia Segatto Ines Cozzo Olivares Isadora Maria Manna Luciana de Oliveira Walterson de Sousa Silva Darlan Roman
 
 



Nossos Parceiros

Se a sua organização tem afinidade com a Escola da Complexidade, entre em CONTATO e seja nosso parceiro na criação de uma Visão Complexa de Mundo.

Nossos Visitantes


ESTATÍSTICAS



 

© 2009   Criado por Antônio Sales no Ning.   Crie Sua Rede Social

Badges  |  Relatar um incidente  |  Privacidade  |  Termos de serviço